02/08/2006 - 11:29
Emerson Rezende
São Paulo, 02 de agosto de 2006 - A segunda geração da família de processadores Core Duo (com núcleo duplo) da Intel foi lançada oficialmente no Brasil nesta quarta-feira, 02/08. Batizados de Core 2 Duo, os novos chips têm desempenho 40% maior do que os da geração anterior. Para efeito de comparação, o rendimento de um processador top de linha da série Pentium 4 D, que também tem dois núcleos, é até 150% menor que o Core 2 Duo, segundo o fabricante.
"Esperamos que os equipamentos com os novos chips tenham um preço final entre R$ 2,5 mil e R$ 10 mil", declarou o gerente geral da Intel para o Brasil, Oscar Clarke. Foram lançados 10 chips de núcleo duplo: cinco para desktops e outros cinco voltados para computação móvel. Segundo Clarke, os chips para desktops e servidores já estão disponíveis para o mercado brasileiro, enquanto que os portáteis deverão receber os novos Centrino 2 Duo dentro de um mês ou dois. O lançamento mundial da nova linha de processadores aconteceu no dia 28/07, conforme o WNews noticiou.
A nova linha de processadores se divide em dois segmentos. A Core 2 Duo é para aplicações domésticas e corporativas, enquanto que a Core 2 Extreme é para o mercado de computadores de alto desempenho, principalmente para o setor de games. O diretor de marketing da companhia, Elber Mazaro, afirmou que a chegada do Core 2 Duo não significa o fim da era Pentium, processadores lançados há 13 anos. "A Intel pretende atuar em todos os segmentos computacionais. Queremos estar presentes tanto nos dos equipamentos mais econômicos quanto nos que demandam alta performance e inovação. Por isso, ainda vamos produzir processadores Pentium, desde o Celeron D até o Peuntium 4 D", declarou Mazaro.
A Intel contará com três de suas 20 unidades fabris para a produção global dos chips Core 2 Duo (dois nos estados americanos do Oregon e Arizona, e outro na Irlanda, Reino Unido). Sobre a recente aquisição do fabricante de placas gráficas ATI por sua maior concorrente, a alemã AMD (Advanced Micro Devices), Ricardo Carreón, diretor geral da Intel para a América Latina, disse que essa movimentação aponta uma tendência da indústria de semicondutores. "Aquisições desse tipo deverão acontecer cada vez mais. No entanto, a Intel já investe há pelo menos um ano em placas gráficas. E com tecnologia própria", comentou o executivo. Até o momento, a empresa não tem planos de implantar uma fábrica no Brasil.